Sobre carreira, escrita e recomeço

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De um jeito ou de outro, a escrita sempre esteve presente na minha vida. Quando criança, fui uma ávida leitora desde que aprendi a ler e escrever, e adorava fazer redações; quase sempre ganhava nota máxima e um parabéns sorridente da professora, o que deixava meu ego infantil deliciosamente inflado.

Na adolescência, conheci o mundo mágico das fanfics. Virava a noite lendo histórias de Harry Potter e de músicos das bandas que eu gostava. Me arrisquei a escrever algumas, que hoje explodiria de vergonha se alguém lesse; me aventurei na redação de artigos para sites de Harry Potter e criei vários blogs que acabei não dando continuidade.

Com a idade adulta se aproximando, fui obrigada a me debruçar sobre questões mais urgentes. ENEM, a escolha da minha futura profissão, essas coisas que metem na cabeça dos adolescentes que serão importantíssimas para o seu futuro, e podem destruir sua vida caso a decisão errada seja tomada. Acabei indo cursar Biologia e me afastei do mundo literário, mergulhando de cabeça na academia científica.

Hoje, aos 25 anos, grávida de quase sete meses, no meio de um mestrado, tendo que conciliar a vida de dona de casa, esposa, futura mãe e pesquisadora, percebo que me identifico cada vez menos com a vida acadêmica. Estudar zoologia deixou de ser um prazer, algo que eu fazia por vontade própria, sem o menor esforço, e se tornou uma obrigação, um pé no saco; algo que deveria fazer eu me sentir realizada, mas que só tem causado angústia e sofrimento.

Nesse cenário desolador de frustração profissional, passei muitas horas matutando cá com os meus botões que caminho deveria seguir. Desistir do mestrado? Chutar o balde e abandonar a academia de vez? Provavelmente é o que eu faria, se a bolsa não fosse a minha única fonte de renda. Com um bebê chegando por aí, não posso me dar ao luxo de ficar sem dinheiro.

Então, a escrita acabou renascendo, primeiro como uma forma de desabafar, de colocar pra fora e analisar toda a confusão que estava sentindo, e depois como a possibilidade de realizar algo concreto. Por que não usar uma habilidade que possuo e me dá tanto prazer para fazer uma graninha extra? Por que não transformar, aos poucos, essa habilidade no meu trabalho?

Dessa forma, ressuscitei minha conta do Médium, e pretendo começar a fazer posts diários aqui, falando sobre assuntos do meu interesse: maternidade, comportamento, relacionamentos, psicologia e, porque não, um pouquinho de ciência. Meu objetivo é treinar o habito de escrever todos os dias, desenferrujar minha escrita, criar um portfolio e, claro, compartilhar minhas ideias e pensamentos com a comunidade brasileira do Médium, uma rede da qual gosto muito, apesar de todos os problemas que possui.

Portanto, se você chegou até aqui, se identificou de alguma forma com a minha história e gostaria de apoiar o projeto de uma jovem escritora tentando adentrar novamente nesse universo, deixe suas palminhas, me siga e compartilhe esse texto com algum amigo que possa se identificar também. Um abraço, e nos vemos de novo amanhã :)

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Bióloga por formação, escritora por paixão.

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Letícia Arcanjo

Letícia Arcanjo

Bióloga por formação, escritora por paixão.